O que é Espiritismo e o que não é Espiritismo
O CONSELHO FEDERATIVO ESTADUAL da FEDERAÇÃO ESPÍRITA CATARINENSE, reunido em Florianópolis, no dia 26 de agosto de 2000, reconhece no Espiritismo ou Doutrina Espírita, doutrina de caráter filosófico, científico e religioso, o conjunto de ensinamentos ministrados pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec.
O vocábulo ESPIRITISMO, criado por Allan Kardec, compreende esses ensinamentos, devidamente codificados nos livros por ele publicados, que constituem as Obras Básicas da Codificação Espírita e que são: “O Livro dos Espíritos” (18 de abril de 1857) ‘O Livro dos Médiuns” (1861) ,“O Evangelho segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865) e “A Gênese” (1868).
Os adeptos do ESPIRITISMO são chamados ESPÍRITAS ou ESPIRITISTAS.
O Espiritismo tem como princípios fundamentais a crença na existência de Deus, que é soberanamente justo e bom, na imortalidade e preexistência da alma, na reencarnação e comunicabilidade dos espíritos, na pluralidade dos mundos habitados e na solidariedade das relações entre os seres.
O Espiritismo tem como princípio o respeito a todas as crenças, porém não se vincula às práticas por elas exercidas. O Espiritismo não é responsável pelo uso da mediunidade para fins ilícitos e comerciais, uma vez que tem como norma, para todas as suas atividades, o “DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES" recomendado por Jesus em Mateus, cap.X, v.8.
Longe de negar ou destruir o Evangelho, o Espiritismo confirma, explica e desenvolve os ensinamentos de Jesus Cristo, tornando mais claras certas passagens que pareciam inadmissíveis, bem como reconhece que a vivência de seus ensinamentos é objetivo a ser atingido pela Humanidade. Há um só Espiritismo, o que foi codificado por Allan Kardec, não existindo, portanto, ramificações ou categorias , como “alto” ou “baixo” Espiritismo, "Espiritismo de mesa” ou “Espiritismo de mesa branca”, ou outras.
O CONSELHO FEDERATIVO ESTADUAL da FEDERAÇÃO ESPÍRITA CATARINENSE, interpretando os postulados da Doutrina Espírita - para a qual o verdadeiro culto é o Interior - esclarece que no Espiritismo não se adota a prática de atos como: exorcismo, sacrifícios de animais e muito menos de seres humanos, rituais de iniciação de qualquer espécie ou natureza, rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público, danças, procissões e atos análogos, hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, promessas, despachos, riscadura de cruzes, pontos ou outros hábitos materiais oriundos de quaisquer concepções religiosas ou filosóficas, confecção de horóscopos, exercício de cartomancia, jogo de búzios ou similares, administração de sacramentos como batizados e casamentos, concessão de indulgências, sessões fúnebres ou reuniões especiais para preces particulares a desencarnados, pagamentos e ou contribuições de qualquer natureza por benefícios prestados, atendimento de interesses materiais para “abrir caminhos”; No Espiritismo não se adota o uso de objetos de culto exterior como paramentos, uniformes ou roupas especiais, altares, imagens, andores, talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários, breves ou quaisquer objetos semelhantes, incenso, mirra, fumo, velas ou substâncias outras que induzam à prática de rituais, quaisquer bebidas alcoólicas ou substâncias alucinógenas.
O CONSELHO FEDERATIVO ESTADUAL da FEDERAÇÃO ESPÍRITA CATARINENSE, por fim, só reconhece como legítimos os Centros Espíritas as Instituições que vivenciam a Doutrina Espírita tal como está claramente definido nesta Diretriz.