Processos obsessivos
Joaquim Ladislau Pires Júnior
A harmonia, o equilíbrio e o
amor se constituem na tendência natural da normalidade da conduta humana em
sintonia com as Leis Divinas.
Qualquer
atitude do Ser que se desvie desse caminho é causadora de complicações no
processo evolutivo, atraindo mentalidades que estão na mesma freqüência
comportamental que podem explorar esse desalinho de idéias, aumentando a
intensidade do (s) desequilíbrio (s), podendo fazer desdobrar-se em situações mais
complexas, que conforme as circunstâncias alcançam a loucura.
Assim
é que a exortação “vigilância e prece” é mais atual do
que nunca, se quisermos manter a casa mental em dia, principalmente se isso se
faz acompanhar de gestos de caridade e manutenção da mente ocupada no trabalho
construtivo do bem, que são os grandes aliados para evitar os males da alma,
preservando a “juventude espiritual”.
Por
conseguinte, em seres descuidados desses preceitos mínimos da boa saúde
espiritual, podem ocorrer processos obsessivos, através da influenciação mental
negativa causadas por outras mentes, desencarnadas ou encarnadas que se
afinizam com os roteiros sombrios da invigilância.
Nesse
sentido precisamos ficar atentos em qualquer brusca mudança comportamental
nossa ou de nossos entes queridos. Qualquer vício, paixão, hábito negativo que
se modificarem para uma expressão maior, bruscamente, pode ser sinal de que
haja algum componente obsessivo envolvido, seja telepaticamente de uma mente
encarnada, e mais provavelmente de uma mente desencarnada.
Idéias
fixas (monoideísmo), guardar mágoas, ódio, vaidade, soberba, sexolatria, gula,
alcoolismo, tabagismo, sentimento de vingança, apego, inveja, ciúme, orgulho,
egoísmo, fofoca, língua ferina, hipocrisia, mentira, falsidade, falta de fé,
lamúrias, dentre outras mazelas morais, são os meios mais fáceis de se
alcançar um processo obsessivo, fazendo com que viremos “cabides” de Espíritos
em desquilíbrio, ou até viremos escravos de nós mesmos.
A
reforma íntima é o antídoto para que escapemos ou não sejamos vítimas de
processos obsessivos, fazendo do Evangelho de Jesus o nosso código de conduta
cotidiana, não só conhecendo-o, mas colocando-o em prática incessantemente,
lembrando que o Mestre nos legou para que desses ensinamentos pudessemos
alcançar nossa maioridade espiritual e nos libertarmos
de tudo aquilo capaz de nos incomodar.